
É com natural satisfação que a EPCOL se junta à sua congénere europeia FuelsEurope, saudando o reconhecimento pela União Europeia do setor da refinação como estratégico para a segurança energética, competitividade e defesa.
O lançamento de um Diálogo Estratégico sobre a Refinação Europeia, promovido pela Comissão Europeia, representa um reconhecimento claro do papel estratégico do setor para os cidadãos europeus, para a economia, para a segurança energética e para a capacidade de defesa da União Europeia e constitui um passo decisivo para o desenvolvimento de uma futura Estratégia Europeia para a Refinação e para o reforço da resiliência e competitividade da indústria de refinação na Europa.
Entre os principais resultados da reunião destacam-se o anúncio de um roteiro conjunto para a transformação do setor, a criação de grupos de trabalho técnicos dedicados a medidas de curto prazo e o compromisso político da Comissão Europeia em apoiar o desnvolvimento de uma estratégia específica para a refinação.
O encontro de alto nível foi presidido pelos Comissários Europeus da Energia e da Defesa, Dan Jørgensen e Andrius Kubilius, reunindo representantes da indústria da refinação e dos combustíveis, do Comité Militar da União Europeia, da NATO e de outras entidades relevantes, tendo-se centrado as discussões em duas prioridades fundamentais: maximizar a produção de combustíveis na Europa no curto prazo, e garantir uma indústria europeia de refinação resiliente, competitiva e capaz de responder às futuras necessidades de combustíveis sustentáveis e produtos de baixo carbono.
Durante o encontro, a Comissão Europeia reconheceu explicitamente que a refinação é essencial para a autonomia estratégica da Europa, tendo o Comissário Andrius Kubilius afirmado claramente que "não existe defesa sem combustíveis", sublinhando que a crescente procura militar exige a manutenção de capacidade produtiva instalada em território europeu.
A indústria de refinação manifestou disponibilidade para colaborar com a Comissão Europeia e com os Estados-Membros na identificação de soluções técnica e operacionalmente viáveis que permitam aumentar a produção disponível no curto prazo, e considera particularmente relevante a criação de grupos de trabalho técnicos especializados para avaliar e implementar medidas concretas de curto prazo.
A Europa perdeu cerca de 20% da sua capacidade de refinação desde 2009, na sequência do encerramento de 35 refinarias, e novas desativações agravariam a dependência europeia de combustíveis e produtos importados, reduzindo simultaneamente a capacidade industrial necessária para produzir, no futuro, combustíveis renováveis e de baixo carbono.
O próximo passo passará por transformar o reconhecimento político agora alcançado em medidas concretas, que assegurem a viabilidade do setor a longo prazo.
Tal como referiu a Diretora Geral da FuelsEurope Liana Gouta, “a indústria está preparada para contribuir de imediato para reforçar a resiliência europeia. Sem refinarias competitivas hoje, não será possível desenvolver os centros de produção de combustíveis renováveis e de baixo carbono de que a Europa necessitará amanhã."
O compromisso agora assumido pela Comissão Europeia representa uma oportunidade para construir uma Estratégia Europeia de Refinação ambiciosa, capaz de reforçar a competitividade e preservar capacidades industriais críticas.
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